05/05/2012

Sou um ramo desta videira?


Sou um ramo viçoso ou murcho?

Que nos diz hoje a alegoria da videira? “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor.  Todo ramo que não dá fruto em mim, ele corta; e todo ramo que dá fruto, ele limpa, para que dê mais fruto ainda. Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós (Jo 15,1-8).

Qual  a palavra essencial nesta alegoria? Permanecer. Está bem, diz você, mas, permanecer em que sentido? Permanecer em Jesus Cristo, por meio da observância dos seus mandamentos. Este é o núcleo desta passagem evangélica.

E o resultado dessa permanência? A produção de bons frutos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer (Jo 15,5).

Tanta gente acha que tem Deus no coração, que permanece com o Senhor…  como sabemos que alguém realmente permanece no Senhor? A mesma resposta de antes: Pela observância dos mandamentos. Quem observa os seus mandamentos permanece em (Deus) e (Deus) nele, diz João (1Jo 3,24). Será que há tanta gente permanecendo em Deus, com dizem? Certamente. Mas a julgar pela observância da Palavra, há também muita gente blefando.

- Sim, continua  você, e estes que dizem que estão na videira, mas não vivem de acordo com esta condição?

Este discípulo não é, de verdade, discípulo. Diz professar uma coisa e confesssa outra. É um discípulo afastado do Mestre, um  ramo que  só presta para ser queimado.Se alguém não permanecer em mim será lançado fora, como o ramo. Ele secará e hão de ajuntá-lo e lançá-lo ao fogo, e queimar-se-á (Jo 15,6). O destino será o fogo. Fim trágico, não?

Como evitar este trágico fim? Observando a Palavra. Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e vos será feito (Jo 15,7). Ainda que às vezes a pessoa seja infiel, por fraqueza, é preciso empenho para corresponder   ao que o Senhor espera. Lembra o que aconteceu com Paulo?

Ele era perseguidor da  Palavra, nas pessoas dos cristãos. Era, mas  mudou de vida. Depois, acolheu a Palavra convictamente. Daí por diante permaneceu com eles (os discípulos), saindo e entrando em Jerusalém, e pregando, destemidamente, o nome do Senhor (At 9,28). Essa fidelidade posterior é que é exemplar. Quem de nós tem destemor, coragem, para falar do Senhor? Poucos. E ainda que não se está perguntando  apenas sobre pregação por palavras! Quem de nós tem destemor suficiente para pregar por atitudes, em conversas comuns, como ramo que tem coragem de mostrar onde está grudado? Realmente é necessária muita coragem.

Permanecer no Senhor é essencial para que a pessoa não seque. Você tem permanecido nele? Não, não estamos falando de ir ao templo, de rezar. Estamos falando de   permanência em seus mandamentos, em suas palavras. Tem permanecido?

03/05/2012

Vamos colocar em oração


Clamo a ti, e não me respondes; ponho-me diante de ti, e não olhas para mim. (Jó 30,20)

Muitas vezes, nos vemos fazendo esta mesma pergunta, aliás, é o que mais fazemos:

- POR QUE O SENHOR NÃO ME ATENDE?
- Terá ele desamparado este teu filho?
- Por que será que parece ter tudo caído à minha volta, sendo eu o Seu filho amado? (parafraseando a João, o discípulo amado)

São perguntas que sempre as temos em nossas mentes, quado nos encontramos sós, com dívidas, sem alcançar nossas metas, quando os amigos nos deixam, trocando por outros, quando perdemos o último ônibus, quando não temos dinheiro para enviar ou quando o conseguimos e a cotação abaixou muito (drama comum para quem vive no exterior).

São tantas as diferentes oportunidades que temos, para pormos a prova e reprovarmos o "nosso deus" porém sem sequer meditarmos sobre a razão pela qual isso aconteceu, não vimos que estabelecemos uma meta, que não a 'colocamos em oração' para OUVIR o que o verdadeiro Deus, nos tinha a dizer à respeito.
Não 'colocamos em oração' a nossa amizade, para saber se ela tinha nos sido colocada para nós como uma verdadeira alma a nos ajudar à buscar o nosso lugar no céu ou mesmo se estávamos sendo aquele verdadeiro conselheiro ou ombro amigo para escutarmos e ajudar este amigo à 'colocar em oração'
a suas necessidades.

Não tivemos lembrado de 'colocar em oração' aquilo que nos foi dado, o dinheiro, a propriedade, o nosso emprego, o nosso teto, até mesmo a nossa refeição diária, nem nos lembramos de agradecer, por tudo o que tínhamos, pedindo a compaixão do Pai, para que repartisse um pouco com os que não tem, fomos egoístas ao que recebemos, sem 'colocar em oração', para que Deus nos dissesse se aquilo que estávamos recebendo vinha dEle, ou era mais uma armadilha do maligno, para nos fazer mal e nos afastar da Verdade. Só lembramos de forma errada, quando Ele nos salva e nos tira aquilo que não era nosso, que iria nos fazer mal e mesmo assim perguntamos:

- POR QUE O SENHOR NÃO ME ATENDE?

Agora, porém, deixai de lado todas estas coisas: ira, animosidade, maledicência, maldade, palavras torpes da vossa boca, (Colossenses 3,8)


De maledicência, astúcia e dolo sua boca está cheia; em sua língua só existem palavras injuriosas e ofensivas. (Salmos 9,28)





25/04/2012

Revolução dos Cravos


Revolução dos Cravos refere-se a um período da história de Portugal resultante de um golpe de Estado militar, ocorrido a 25 de Abril de 1974, que depôs o regime ditatorial do Estado Novo, vigente desde 1933, e que iniciou um processo que viria a terminar com a implantação de um regime democrático, com a entrada em vigor da nova Constituição a 25 de Abril de 1976.
Este golpe, normalmente conhecido pelos portugueses como 25 de Abril, foi conduzido por um movimento militar, o Movimento das Forças Armadas (MFA), composto por oficiais intermédios da hierarquia militar, na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial e que foram apoiados por oficiais milicianos, estudantes recrutados, muitos deles universitários. Este movimento nasceu por volta de 1973, baseado inicialmente em reivindicações corporativistas como a luta pelo prestígio das forças armadas, acabando por se estender ao regime político em vigor. Sem apoios militares, e com a adesão em massa da população ao golpe de estado, a resistência do regime foi praticamente inexistente, registando-se apenas quatro mortos em Lisboa pelas balas da DGS.
Após o golpe foi criada a Junta de Salvação Nacional, responsável pela nomeação do Presidente da República, pelo programa do Governo Provisório e respectiva orgânica. Assim, a 15 de Maio de 1974 o General António de Spínola foi nomeado Presidente da República. O cargo de primeiro-ministro seria atribuido a Adelino da Palma Carlos.
Seguiu-se um período de grande agitação social, política e militar conhecido como o PREC (Processo Revolucionário Em Curso), marcado por manifestações, ocupações, governos provisórios, nacionalizações e confrontos militares, apenas terminado com o 25 de Novembro de 1975.
Estabilizada a conjuntura política, prosseguiram os trabalhos da Assembleia Constituinte para a nova constituição democrática, que entrou em vigor no dia 25 de Abril de 1976, o mesmo dia das primeiras eleições legislativas da nova República.
Na sequência destes eventos foi instituído em Portugal um feriado nacional no dia 25 de Abril, denominado "Dia da Liberdade".


Fonte wikipedia